Equilíbrio. Ascensão. Vôo. Tudo é energia.
Como transformar a matéria para conseguir, só com o olhar, o seu movimento?
Como mostrar a sua energia ?

As respostas vêm sendo perseguidas há séculos pelos escultores.

O movimento da energia é a base do processo escultórico. Desde a extração do mármore, o crescimento e posterior corte da madeira, passando pelo desbaste do bloco, até a sensação que produz no expectador.

Meu aporte a essa tentativa de perceber o movimento de energia reside em elaborar peças que, no contraponto entre convexidade e concavidade, apoiado na sucessão harmônica de curvas, crie a sensação de equilíbrio e leveza nesse caminho que vai fazendo o olhar.

Em outros casos, pelas variações determinadas pelos diferentes módulos da composição. O movimento é induzido também por uma linha que se eleva, levando-nos a continuar, a partir dela, no espaço.

Por fim, querendo emular o pássaro, na insinuação de sua forma, de seu flutuar no ar, sinto que o movimento da energia se traduz numa sensação e se solta a intuição, que começa a se unir no espaço com o Todo.